BEM – VINDO
O objectivo deste blog é duplo, dar a conhecer Pereiros de Ansiães, a sua história, a sua paisagem, o seu património e as suas tradições; é também uma forma de fazer aquilo que eu gosto, de partilhar emoções e memórias.

sábado, 17 de março de 2012

 PRIMAVERA 2012
O ano de 2012 tem algumas características anormais para quem gosta do campo e da paisagem. Está tudo seco! Parece, não fosse a temperatura, final de Agosto ou início de Setembro. Apesar deste ano desgraçado, onde não chove há quase quatro meses, a Primavera mostra-se aqui e ali de forma tímida e envergonhada. Contudo, não é por isso que deixamos de olhar com olhos de ver... mesmo que nos pareça desolador. O que distingue estas fotografias das amendoeiras em flor é o facto de algumas terem sido tiradas com a luz da manhã e outras ao fim da tarde.


sábado, 31 de dezembro de 2011

BOM ANO 2012

Comprada, Pereiros - Dez. 2011 
Depois do frio e do gelo vem sempre o calor e a luz! 


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Solstício de Inverno, amanhecer - 2


"Depois do Natal o salto de um pardal". Alguns dias depois, à mesma hora, o nevoeiro de sempre mas uma nova luz, capaz de criar diferentes ambientes e texturas.


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Solstício de Inverno - Amanhecer

21 de Dezembro, solstício de Inverno, o dia mais pequeno do ano. Para muitas culturas antigas um dia com um significado especial. Este acontecimento astronómico era muito importante visto marcar o início do novo ciclo do Sol sobre a Terra, com dias cada vez maiores e mais quentes.
Há muito tempo que não via o solstício assim, em Pereiros, mesmo antes do nascer o sol, num mar de nevoeiro sobre o vale do Tua. Paisagem longínqua e poderosa mas, efémera. Em pouco tempo, tudo o nevoeiro cobriu com o seu manto. Uma manhã de Inverno!







Manhã de Inverno
Coroada de névoas, surge a aurora
Por detrás das montanhas do oriente;
Vê-se um resto de sono e de preguiça,
Nos olhos da fantástica indolente.

Névoas enchem de um lado e de outro os morros
Tristes como sinceras sepulturas,
Essas que têm por simples ornamento
Puras capelas, lágrimas mais puras.

A custo rompe o sol; a custo invade
O espaço todo branco; e a luz brilhante
Fulge através do espesso nevoeiro,
Como através de um véu fulge o diamante.

Vento frio, mas brando, agita as folhas
Das laranjeiras úmidas da chuva;
Erma de flores, curva a planta o colo,
E o chão recebe o pranto da viúva.

Gelo não cobre o dorso das montanhas,
Nem enche as folhas trêmulas a neve;
Galhardo moço, o inverno deste clima
Na verde palma a sua história escreve.

Pouco a pouco, dissipam-se no espaço
As névoas da manhã; já pelos montes
Vão subindo as que encheram todo o vale;
Já se vão descobrindo os horizontes.

Sobe de todo o pano; eis aparece
Da natureza o esplêndido cenário;
Tudo ali preparou co’os sábios olhos
A suprema ciência do empresário.

Canta a orquestra dos pássaros no mato
A sinfonia alpestre, — a voz serena
Acordo os ecos tímidos do vale;
E a divina comédia invade a cena.

Machado de Assis, in 'Falenas'

domingo, 27 de novembro de 2011

Transpiração

Por vezes o que conta é a intenção. Não vale a pena fazer grandes planos quando não se tem tempo para isso! A intenção era ir dar uma volta aos cogumelos. O ano não foi muito propício, um Verão tardio quase até ao fim de Outubro e chuvas abundantes no S. Martinho. A natureza pode andar ligeiramente trocada mas não falha. Por isso, quase parecia o Verão de S. Martinho no final de Novembro, não fosse o nevoeiro decidir-se por um bailado que quase durou o dia inteiro, um sobe e desce constante do rio Tua.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

1949 - 1950 (?)


De baixo para cima e da esquerda para a direita:

1. Amélia Pinheiro, Zulmira Pires, Fernanda Cabral, Adelaide Oliveira, Palmira Fidalgo, Palmira Ramos e Augusta Oliveira.

2. Ana Campeão, Irene (de Zedes), Adelina Borges.
3. Alzira Catarino, Lídia Gonçalves, Aurora Raimundo, Maria da Graça (ou Fernanda, filha de Olga de Deus).

4. Adelaide Raimundo, Irene Catarino, Graça Morais, Dulce Borges, Palmira Seixas e Adelaide Seixas.

5. Idália Cordeiro, Amélia Castro, Fernanda Barreiras, Maria Augusta Cabral, Maria Cresta Teixeira, Natália Fidalgo, Palmira Fidalgo (esposa de Alfredo Meireles), Eulália Moreira e Lurdes Mesquita.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Bailarico de rua - finais dos anos 60

Mais uma pérola do Raul Figueiredo. Esta fotografia será dos finais dos anos 60! O Verão também era tempo de baile. Nesta época na aldeia, baile era baile de rua, nada de organizar bailes em locais fechados, isso não era próprio! Foi necessário esperar pela década seguinte para ver essas "poucas vergonhas". Os bailes tinham um temporada própria! Tudo começava ali pelos santos populares ou num qualquer domingo de Verão. Um gira-discos, os velhinhos discos de vinil, ep ou lp,  a rua ou um dos muitos largos da aldeia. Nada que o conjunto "Maria Albertina" não pudesse abrilhantar. Como este baile era uma produção do Raul, a rua não engana, talvez já fosse o inicio da revolução tranquila que se avizinhava. Assim, apostaria mais em Demis Roussos! 
Como em todos os bailes não podiam faltar os mirones! Não dançavam mas... também não empatavam ninguém!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Futebol Clube de Pereiros - FCP - 1980

O Verão era época de festas e  futebol! Esta foto é de 1980. Reparem se isto não é um grande plantel! Nos tempos em que Pereiros ainda conseguia formar uma equipa completa de jogadores, equipada a rigor e num estádio soberbo, preparado para as competições europeias!
Alguns já não estão entre nós, por isso, esta fotografia é única. 
Um dia destes faço a legenda desta equipa memorável, como estamos em época de transferências desportivas nunca se sabe... mas, com certeza, que os conhecem!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Alto do Vale - Pôr-do-Sol



No alto do Vale, mesmo em frente à fonte com o mesmo nome, há uns maciços graníticos imponentes e curiosos. Esta sequência de fotografias mostra-nos como estas fragas se perfilam sobre toda a paisagem. Vistas sobre o poente abrem-nos, em várias matizes douradas, as portas do vale do Tua, tudo quanto a vista alcança desde Codeçais até Murça, a Serra dos Passos e o Alvão. Estas não são únicas, tanto por cima da Fonte do Vale como no lado oposto, a natureza deixou-nos todos estes geomonumentos. Pena é que o seu enquadramento verde tenha sido destruído por mais um incêndio. Da próxima vez que passar na estrada, mesmo na entrada da aldeia, basta andar menos de cem metros, vale a pena. Mas...enquanto não passa por lá, ligue o som, a alta definição e a tela cheia!