BEM – VINDO
O objectivo deste blog é duplo, dar a conhecer Pereiros de Ansiães, a sua história, a sua paisagem, o seu património e as suas tradições; é também uma forma de fazer aquilo que eu gosto, de partilhar emoções e memórias.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Encontro de gerações


Realizou-se em 4 de Agosto de 2012, um encontro de pessoas, que de alguma forma têm ligações à aldeia de Pereiros de Ansiães.
O objectivo principal, foi promover o convívio entre os residentes e todos aqueles que se encontram ausentes da aldeia.
O encontro, a que apelidámos de “Encontro de Gerações”, decorreu animado e com muito entusiasmo. Foi bonito o reencontro com algumas das pessoas que não se viam há mais de 30 anos.
Para dar mais brilho ao encontro, não faltou o lanche bem organizado por “cozinheiros especialistas da terra”, onde não faltou o porco assado no espeto, bebidas e bolos para os mais gulosos.
Depois do encontro, era visível toda a alegria estampada no rosto de mais de 100 pessoas.

Para o ano, cá estaremos para o 2º “Encontro de Gerações”.

Raúl Figueiredo


















sexta-feira, 13 de julho de 2012

Festa de Nª Sª de Fátima - 8 de Julho - 2012

A tradição cumpriu-se...








Fotografias tiradas pelo conterrâneo Raúl Fuigueiredo gentilmente cedidas.






domingo, 1 de julho de 2012

VISTAS LARGAS



Passei a tarde do último dia de Junho a ver sobreiros! Encravados nas pedras são os sobreviventes de grandes incêndios, o último foi em 2003. O mato cresceu de forma assustadora, tomou conta de tudo tornando quase impossível a circulação. Ver os sobreiros foi uma boa razão para tirar fotografias. O dia estava excelente, fresco, muito bom para romper pelo meio do mato mas, estava uma luz péssima para as fotografias. Contudo, juntar as duas coisas acaba por dar resultados surpreendentes e vistas largas!


Duas fotos das enconstas do Castelo e dos Vale dos Olmos com Codeçais ao fundo.



Três foto do lado oposto de Pereiros, o vale da ribeira de Freixiel, o Muro e o Pereiro.










A última sequência é Pereiros visto do alto do Carvalhal e do Gricho. Algumas formações rochosas são no mínimo surpreendentes!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

RIO TUA - Horizonte longínquo



Sentei-me aqui, nesta tarde tempestuosa de Maio. Sozinho, pensativo, pendurado na beira do paredão da centenária via-férrea, a olhar o rio Tua.

O silêncio é do tamanho das serranias e dos gigantescos maciços de granito, cortado, aqui e ali, pelo chilrear de pássaros nos sobreiros suspensos sobre o abismo à minha frente. 

As memórias assaltam-me o pensamento mas, fico quieto, parado. Ao longe, para lá da Pedra Seixa, oiço o ranger das ferragens do velho comboio a vapor, misturadas com o ritmo compassado das rodas sobre os carris e o ofegar da fumaça que sai em cachos pela chaminé.

Uma vibração súbita, um arrepio, a ribeira lá ao fundo, passou a ponte da Cabreira...
Qualquer coisa me transporta para longe, me aconchega, se sobrepõe a tudo. Fica um nó na garganta, uma estranha angústia que acalma e me conforta; a sensação de que é preciso ficar mais tempo, apurar os sentidos.  
O silêncio é apenas aparente.

Vou despertando aos poucos, o rio corre rápido com um ruído rouco e surdo, o cheiro das ervas e do mato cruzam-se em aromas doces e suaves que sempre conheci; o perfume singelo das maias contrasta com o cheiro cortante e persistente da resina das estevas; os tons verdes intensos, misturados com outras manchas coloridas, algum grande pintor deixou na minha memória; a brisa forte, amena, trazida por uma trovoada distante, acaricia-me a face, reprime uma lágrima rebelde, desperta-me o espírito.

Tudo isto se vai misturando aos poucos, tomando forma, ocupando o espaço. 
O comboio a vapor passou por mim ou viajava nele?
O tempo também foi ficando, trazido pela suave e murmurante corrente do rio ou, levado para longe, em estrondo, por entre as pedras, pelos rápidos de espuma.


– Afinal, eu sempre aqui estive.
A vida é apenas um percurso, um horizonte longínquo!...