BEM – VINDO
O objectivo deste blog é duplo, dar a conhecer Pereiros de Ansiães, a sua história, a sua paisagem, o seu património e as suas tradições; é também uma forma de fazer aquilo que eu gosto, de partilhar emoções e memórias.
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terça-feira, 21 de junho de 2011

Solestício de Verão




      Pereiros de Ansiães, Alto do Termo para poente - Aero-geradores, serra do Alvão



Salve, berço do nome lusitano!
Nesta manhã solene.
Que, em volver de ano e ano,
Jamais acabará que a apague o tempo
Da saudosa memória;
Nesta manhã de glória
A ti veio, a ti venho, asilo santo
Da lusitana antiga liberdade.

Tuas lobregas cavernas
Me serão templo augusto e sacrossanto,
Aonde da Razão e da Verdade
Celebrarei a festa.

Ouça-me o vale, o outeiro,
Escute-me a floresta
Aonde do seguro azambujeiro
Seus cajados cortavam
Os pastores de Luso,
Que a defender a pátria e a liberdade
Nesses tempos bastavam
De honra e lealdade.


Almeida Garrett, Viriato 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A DEMANDA

Fotografia tirada do Alto do Termo para o poente que divide os Pereiros da Felgueira - 23 de Agosto, 2010







Por um instante fechei os olhos
e escutei o vento...

Matei a minha
sede na frescura da fonte.
No reflexo cristalino da sua água
vi reflectida a Deusa prateada.
Em êxtase, soltei o espírito.
Saciado, encarei o caminho
e iniciei a viagem.
... por um instante fechei os olhos
e contemplei o universo. (autor desconhecido)
Pereiros, Alto do Carvalhal- 23 de Agosto,2010






Símbolos da comenda de Freixiel da Ordem dos Hospitalários ou de Malta. Pereiros - Alto do Termo - Vale da Porca - 23 de Agosto

Se a demanda é a procura, o que procurei eu então? Procurei símbolos. Fiz também a minha cruzada, a minha peregrinação.
Que gente era esta? Naquela Idade Média tão longínqua e tão próxima, abandonou tudo, a sua casa, a sua família, o seu reino, a sua Europa, o seu mundo...
Cavalgando pelos símbolos, pela cruz, por Jerusalém, pela Terra Santa, pelos outros, por Jesus.
Foi assim que os encontrei, como símbolos... longe do seu aspecto terreno e humano, dos seus defeitos, dos seus bens, da sua vida efémera e profana.
Por isso, tentei ficar mais perto, fazer a viagem, encontrá-los no tempo, como uma miragem nas areias do deserto, nos outeiros, nas montanhas escarpadas de Pereiros.


A minha demanda foi pelo cavaleiro monge, símbolo da grande Ordem Soberana Militar e Hospitalar de S. João de Jerusalém de Rodes e de Malta.
Marisa, Cavaleiro-Monge